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QUINTA, 14 DE JANEIRO DE 2010 | 15:55
  
Manejo Reprodutivo dos Ovinos
 
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Cledson Augusto Garcia é professor da FCA e Pós Graduação da UNIMAR (Universidade de Marília)
 
 
A representatividade da produção ovina no Brasil é limitada pela baixa eficiência dos índices zootécnicos, principalmente nos criatórios com consumo familiar, que usam técnicas primitivas, vendendo somente o excesso dos produtos. Atualmente qualquer que seja a atividade, deve ser tomadas decisões empresariais, voltada para a produtividade rural, pois o amadorismo ocasiona desestruturação em quaisquer segmentos da produção animal.

A ovinocultura é mais uma alternativa no Setor Agropecuário e vêm crescendo nos últimos anos o mercado, principalmente no que diz respeito à produção de carne, pois o consumo deste produto tem aumentado consideravelmente em restaurantes, churrascarias, açougues e supermercados. No estado de São Paulo houve aumento do número de indústrias frigoríficas, tendo a facilidade do ovinocultor escoar seu produto, desde que o mesmo tenha qualidade para competir no mercado e conseguir preços atrativos.

Dentro do sistema de produção o manejo reprodutivo é de extrema importância numa criação de ovinos, pois quando os animais são bem manejados, os índices reprodutivos serão satisfatórios, consequentemente proporcionando maior retorno econômico da atividade. Quanto maior for o número de ovelhas paridas (fertilidade e natalidade) e maior o número de partos gemelares (prolificidade), melhores serão os índices zootécnicos, pois teremos maior quantidade de carne produzida/ha. Para conseguir bons resultados na atividade, aliados ao melhoramento genético, para as características reprodutivas de interesse econômico, sempre devemos ter um manejo nutricional e profilático bem elaborado.

1 - Métodos de reprodução (tipos de monta)

1.1. Monta natural

Este método de acasalamento é o processo mais fácil de ser adotado, sendo o mais usado. Neste os carneiros são soltos ao pasto junto com as ovelhas, durante todo o tempo. A relação de carneiros é de um macho para cada 35 fêmeas (3% das matrizes), podendo ser indicado para pequenas, médias e grandes propriedades.

As desvantagens desse método é que desgasta rapidamente o macho, correndo o risco de ter que substituí-lo antes de finalizar a estação de monta. Além disso, o carneiro é usado para um número pequeno de fêmeas, em relação aos demais métodos. Nesse caso, o melhoramento genético é mais lento, pelo fato de ser praticamente impossível a aquisição de bons reprodutores, para o cruzamento de um grande número de ovelhas.

Uma maneira mais racional consiste em deixar as ovelhas separadas dos machos durante todo o dia, deixando-os pernoitarem com as mesmas quando a temperatura é mais amena, retirando-os pela manhã. Com esta prática facilita à suplementação dos reprodutores com ração concentrada e feno e/ou silagem de boa qualidade, otimizando o uso dos carneiros, sem maiores despesas com a mão de obra, consistindo numa exploração mais racional.

1.2. Monta controlada

Esse método é bastante adequado para as pequenas e grandes propriedades e/ou planteis, embora seja mais trabalhoso, mas permite o uso mais racional do reprodutor. O melhoramento é mais rápido, fato observado principalmente em rebanhos numerosos.

Pode ser usado aproximadamente um macho para 100 fêmeas (1%), sem que se observem problemas de eficiência reprodutiva deste. Além de mais trabalhoso, este método necessita de rufiões marcadores com tinta na região ventral, na mesma proporção de carneiro de monta natural (3%).

Com esse sistema poupa os carneiros e consegue reduzir a relação de macho/fêmea. Os rufiões ficam com as ovelhas durante o dia e à tarde as ovelhas marcadas são separadas e colocadas nos piquetes dos carneiros. Após a cobertura, as fêmeas são novamente retiradas e colocadas de volta em seus piquetes, evitando desse modo, que o carneiro venha a cobrir uma mesma fêmea repetidas vezes.

1.3. Monta dirigida

A monta dirigida é aquela que consiste em separar um lote pré determinado com um único reprodutor, num mesmo piquete ou baia, com a proporção de dois a cinco por cento das ovelhas, ou seja, um reprodutor para 35 a 50 matrizes. Esse método permite com segurança saber como será a produtividade dos cordeiros filhos dos respectivos pais, inclusive monitorar o acasalamento, para selecionar alguma característica de interesse do técnico ou criador.

O inconveniente desse método é que necessita de um grande número de piquetes ou baias, consequentemente realizando maiores investimentos, embora tenha mais benefícios que malefícios.

1.4. Inseminação artificial

A inseminação artificial do ponto de vista zootécnico é sem dúvida o melhor método, pois promove o melhoramento mais rápido que os outros métodos reprodutivos. Esta técnica geralmente trabalha com sêmen fresco ou congelado, devendo realizar a coleta, diluição e à inseminação criteriosa, prática esta que necessita de pessoa capacitada. É preciso de instalações, como currais e bretes apropriados, além de instrumentais específicos, sendo recomendado em propriedades que realmente queiram melhorar seu rebanho, independente do número de ovelhas, tanto nas comerciais como nas elites.

Atualmente pequeno número de criadores tem adotado a inseminação artificial, mas com a expansão da indústria frigorífica, com maior exigência da qualidade do produto ofertado, pelo fato do consumidor estar cada vez mais exigente, o uso da inseminação cervical ou intra cervical tende aumentar, devido ao menor custo, desta maneira ocorrerá um incremento no melhoramento genético das futuras matrizes e também reduzirá a idade de abate dos cordeiros para abate, além de imprimir boas características da carcaça dos mesmos.

Ainda existe a possibilidade de trabalhar com as biotecnologias da reprodução, bem como transferência de embrião, inseminação por laparoscopia e fecundação in vitro, principalmente se forem animais elite, pois apresenta um custo mais elevado.
 
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